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O Que Mais Sai em Lisboa, Portugal

Na nossa segunda edição internacional, Camila Barbosa e Alev Gunes — brasileira e inglês radicados na cidade — dividem os endereços que definem sua Lisboa.

02 de ago. de 2026
Castelo de São Jorge, Lisboafoto: © Sean Pavone, 2015

O OQMS é um espaço colaborativo onde convidamos pessoas que vivem a gastronomia — de forma profissional ou não — para compartilharem vivências.

Na nossa segunda edição do OQMS internacional, Camila Barbosa, brasileira, tem uma relação duradoura com Lisboa. A mãe mora lá, e Camila fazia diversas visitas à cidade até se mudar de forma definitiva há 2 meses. Em uma dessas visitas, conheceu Alev Gunes, inglês, que está por lá há 4 anos. Eles são aficionados por comer e beber e compartilham conosco os lugares favoritos da cidade.

Amor Records. Bar com boa cerveja e drinks, e ainda rola uma pistinha de dança — ambiente super cool. Fica no bairro de Arroios, perto da estação de metrô dos Anjos, e funciona como loja de discos e bar ao mesmo tempo, um point de encontro para quem gosta de vinil e boa música. Peça o espresso martini.

Tasca Baldracca. Tasca bem moderna, com ambiente bem cozy, na Mouraria. O cardápio é sazonal e você pede vários pratinhos para dividir. Só serve vinho, cerveja e água. Meu favorito.

Cervejaria Ramiro. A marisqueira mais famosa e clássica de Lisboa, fundada em 1956, na Avenida Almirante Reis. Cara, mas vale muito a pena (o Instagram deles é brega, rs). Não aceita reservas — é por ordem de chegada, então vale chegar cedo. Tem que pedir a "sobremesa", que é um prego (sanduíche de carne, muito bom): a tradição é comê-lo por último, depois do marisco.

O Velho Eurico. O queridinho do momento. Fica na Mouraria, perto de Alfama. Cardápio sempre mudando, ambiente bem tradicional e super difícil de conseguir uma mesa, mas vale 100%. É uma tasca antiga que ganhou nova vida em 2019, com um time jovem no comando. Gostoso pra ir com amigos, dividir vários pratos e beber vinho.

Taberna Sal Grosso. Outro queridíssimo. Tem uma unidade em São Bento e outra em Alfama, a original, que abriu em 2021 perto da estação de Santa Apolónia. Peça de entradinha as anchovas. Depois, peça o arroz de marisco e a bochecha de porco (se ainda estiver no cardápio). Para finalizar, o mousse de chocolate, que é bem famoso.

Tasca Zebras. O prato mais famoso deles é o prego de atum, feito com atum fresco dos Açores, e é maravilhoso, assim como o arroz de marisco. O ambiente é bem simples e tradicional, super aconchegante, no Bairro Alto. É pequeno, então vale reservar com antecedência.

Alvine. No térreo, nada a estranhar: um belo bar de vinhos e restaurante, com cozinha rotativa de chefs convidados. Basta descer as escadas para encontrar um listening bar com drinks no porão, com DJs e som de alta fidelidade, ideal para uma noitada. Podem ir e nos contar depois.

Tati. O maioral. Só isso que podemos dizer. Fica difícil até de explicar. Fica na Penha de França, com cozinha de mercado que muda constantemente e boa carta de vinhos naturais. Ideal para comer numa mesa na rua, bebendo um vinho. Pratos todos para compartilhar, com destaque para a empanada.

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