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Yorimichi: primeira visita ao izakaya da família Mizumoto

Guiados por dois frequentadores assíduos, estreamos no balcão em U do izakaya de Ken Mizumoto — e saímos entendendo a fila na porta.

09 de ago. de 2026 · paraíso
Entrada do Yorimichi Izakaya
Entrada do Yorimichi Izakaya, Paraíso — foto OQMS

As expectativas eram grandes para nossa primeira visita ao Yorimichi e, para isso, recorremos a duas pessoas que vão com frequência para nos guiar.

Quando pensamos em izakayas, temos alguns que são nossos favoritos e que visitamos com mais frequência: Matsu, Otoshi, Kidoairaku, Issa, Kintaro, Quito Quito, Donchan. Acho que pela questão da distância e da conhecida dificuldade em conseguir lugar para sentar, a tendência é procurar os que já conhecemos e sabemos como funcionam. Além disso, a cidade é um reduto dos botecos japoneses — sorte a nossa.

A reserva foi feita para as 18h30. Eles abrem todos os dias, menos domingo, sempre das 17h30 às 23h00. Com isso, a recomendação é clara: reservar ou chegar perto do horário de abertura. Sem uma dessas duas opções, a chance de esperar mais de 1 hora é grande.

Ao entrarmos, fomos alocados no balcão. Em formato de U, tem cerca de 16 banquetas. Ao centro, a grelha de onde saem alguns dos principais itens e, ao lado, o forno onde são finalizados os onigiris. No comando, 4 pessoas, além de outras que ficam na cozinha, ainda no térreo. Subindo as escadas, o esquema muda um pouco: são salas privativas para grupos maiores, com tatames, mediante a retirada dos calçados.

Para começar, pedimos Asahi Super Dry, a cerveja número 1 do Japão — leve e refrescante. Para comer, o gyutataki, combinação de carne bovina levemente selada com molho cítrico, seguido da salada butashabu, que reúne fatias de barriga de porco e repolho ao molho de missô.

Em seguida, uma pausa nos pratos proteicos para o espetinho de berinjela com missô e as batatas. Tudo muito bem executado. O onigiri finalizado no forno também manteve o ritmo do jantar, até retomarmos as proteínas com o espetinho de barriga de porco e o de frango com wasabi — esse último, aliás, um dos destaques da noite, pelo equilíbrio entre o calor da grelha e o picante do wasabi.

Dos pratos principais, o primeiro foi o omurice, clássico japonês que consiste em arroz frito temperado coberto por uma omelete macia e cremosa. A omelete, ao ser partida ao meio, não escorreu sobre o arroz como se esperava, mas isso pouco afetou o sabor — o prato seguiu muito gostoso. Para fechar, o oyakodon, arroz com cozido de frango e ovo, acompanhado de missoshiru, encerrou bem a noite.

Valeu muito a visita e as mais de 2 horas que passamos lá. Ao sairmos, por volta das 21h, cerca de 12 pessoas ainda aguardavam lugar do lado de fora — reforçando o que dissemos logo no início.

A casa é tocada por Ken Mizumoto, do Shin-Zushi, um dos restaurantes japoneses mais conhecidos, e do recente Yoridokoro, casa japonesa de carnes com salas privativas equipadas com suas próprias grelhas a carvão.

OQMS: abre todos os dias, menos domingo, das 17h30 às 23h. Reserve ou chegue perto da abertura — sem isso, a espera pode passar de 1 hora.

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